A passagem de Steve Jobs
Friday, October 7th, 2011Um arquiteto alemão, amigo de amigos, estudando no Rio, um dia me perguntou: “por que Magic Art? Design não tem nada a ver com mágica. É técnica.” Na ocasião respondi: “No inglês arcaico, ART quer dizer ‘tu és’. Magic Art = tu és mágico (ou mágica).”
Esse é um pensamento romântico, talvez. Porém, para aqueles que não vêem fronteiras entre a vida natural, religiosidade, filosofia, política, ciência, pensamento e comportamento, a percepção da mágica da vida não é romantismo, mas encantamento diante do que já sabemos e do que intuimos que iremos saber um dia.
Essa mágica moveu um homem que mobilicou mudanças na sociedade mundial, através de uma conversa mágica do seu cérebro com a realidade disponível e dessa conversa a materialização de interfaces que proporcionam praticidade e prazer na aquisição de estímulos sensoriais/emocionais, além da facilitação e modificação de hábitos de trabalho intelectual e técnico.
Isso é muita coisa. Um VIVA a Steve Jobs, que agora está naquele reino do desconhecido que, por enquanto, é pura hipótese.*
*O QUE É A VIDA?
“A vida das gentes nesse mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de PIScAdAs. Cada PIScO é um dia. PIScA e mama; PIScA e anda; PIScA e brinca; PIScA e estuda; PIScA e ama; PIScA e cria filhos; PIScA e geme os reumatismos; por fim PIScA pela última vez e morre.
- E depois que morre? – perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese.
É OU NÃO É?”
(Monteiro Lobato, em Memórias da Emília – 1936)

